Assessment e as novas gerações

Como se adapta o assessment às novas gerações que têm chegado ou estão a chegar às empresas?

A metodologia de assessment center surgiu durante a década de 40 e nos anos 60 a utilização do método de assessment foi-se expandindo e a sua prática assumida por grandes organizações e empresas de consultoria.

Nos últimos vinte anos, o método de assessment center tem sido bastante utilizado na seleção, identificação de potencial de promoção e talento, em grandes empresas e consultoras de Recursos Humanos.

Ao longo dos últimos anos, este processo tem vindo a sofrer alterações nomeadamente no que concerne aos exercícios de simulação utilizados, existindo atualmente uma elevada diversidade desde os jogos de gestão aos tradicionais roleplay de simulação de situações de venda ou de gestão de pessoas.

Esta evolução e desenvolvimento dos exercícios de assessment center têm acompanhado as "exigências" da Geração Millennium para quem é imprescindível estar perante situações desafiadores e inovadoras, onde sintam que possam demonstrar as suas competências. Esta geração tem uma vivência multicultural acompanhando as tendências de várias áreas, pelo que os processos de assessment tem igualmente que ser inovadores.

A internet e a existência de exercícios de testes/inventários online, ajudou a modernizar o processo e, igualmente, adaptar-se à exigência das novas gerações de poderem realizar o processo a qualquer hora e local.

Porém, não podemos descurar os princípios do assessment em que pressupõe a avaliação do mesmo candidato em diferentes situações por vários observadores e continuar a ter a certeza que os exercícios usados, por mais inovadores que possam ser, realmente avaliam o conjunto de competências definidas como críticas para o objetivo do assessment.

Importa, ainda, salientar que os assessment center desempenham um papel fundamental para que as empresas conheçam de forma mais abrangente os seus colaboradores, podendo refletir na avaliação, na gestão do desempenho e das carreiras o talento e o potencial que os trabalhadores têm para que estes contribuam com o melhor de si e sejam verdadeiros parceiros estratégicos do negócio.

Rita Branco